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O que deve saber
Terra Secular
A Ilha do Pico distingue-se por apelar a um tipo de visita onde a fruição da natureza é um aspecto essencial. A natureza vulcânica da ilha e a imponente montanha com os seus quase 2.400 metros de altura, o imenso oceano Atlântico convidam à descoberta activa, mas também ao repouso e à contemplação.
Os homens e mulheres que há mais de 500 anos aqui vivem souberam ao longo dos séculos moldar a natureza às suas necessidades, mas com o respeito que ela exige e merece. A paisagem que a natureza cria e desenvolve e a que a mão humana ergue são aqui extensões uma da outra. Tem sido assim e gostamos de continuar a trabalhar para que possa continuar a ser uma terra onde seja bom viver e saber receber quem nos visita.
Património e Paisagem
No nosso concelho, como em muitos outros pontos da ilha, o património natural e o edificado têm 3 pontos essenciais: a terra, cujos motivos principais são a vinha e o vinho; o mar, tendo a baleia e a baleação como elementos centrais; e as pessoas, cujas características mais vincadas se prendem com a sua luta contra o lado negativo das forças da natureza – e aqui a sua luta é indissociável da sua religiosidade.
Gastronomia
O mar generoso oferece uma ampla variedade de matéria-prima para a confecção de deliciosos pratos. Os crustáceos (decápodes) lagosta, cavaco, caranguejo e os moluscos (gasterópodes univalves) lapa, craca – são manjares inigualáveis – para sua e nossa defesa, existem constrangimentos à sua captura. Os moluscos (cefalópodes) lula e polvo são a base de pratos únicos, como o "polvo guisado em vinho de cheiro". Peixes de todos os tamanhos, formas, cores, texturas e sabores – abrótea, chicharro, moreia, veja, írio, salema, cherne, garoupa, espadarte... – tornam difícil a escolha. Cosidos, fritos ou grelhados são inigualáveis. Mas podem igualmente oferecer-se num divinal "caldo de peixe" ou numa "caldeirada".
As pastagens lajenses não são menos pródigas que o mar que as rodeia. As carnes de bovino e suíno mostram-se imbatíveis numa "molha de carne à moda do Pico" (bovino) ou nuns "torresmos" (suíno). A carne de bovino não é menos apetecível num bom bife. A de suíno, faz umas singulares "linguiças" – com rodelas de inhame – e "morcelas".
Os queijos de São João e do Arrife, ambos a partir do leite de vaca, são muito bem acompanhados antes do prato principal com um vinho verdelho e um pão de massa sovada. Quando não se deseja experimentar os 16º do verdelho, aconselha-se um "vinho de cheiro" (caseiro) ou um dos brancos ou tintos produzidos na ilha. A boca adoça no fim com um bom prato de arroz doce. E pode rematar com um bagaço do Pico, uma aguardente de figo ou uma dos vários licores a partir da amora, da nêspera ou da nêveda, por exemplo, ou de uma "angelica".
O Vinho e a Vinha
A cultura da vinha está associada aos primeiros tempos do povoamento, nos finais do século XV. O vinho verdelho, a partir da casta do mesmo nome, ganhou reputação mundial ao longo dos séculos. A partir do século XIX são introduzidas novas castas que dão origem a vinhos de mesa tintos e brancos. O modo de cultivo, contra a aspereza dos terrenos vulcânicos quase sem terra vegetal, em currais (áreas muradas de pedra negra, de muito pequena dimensão), marca igualmente esta cultura na Ilha. Prova da sua importância local e mundial é o facto da UNESCO, em Julho de 2004, ter considerado a Paisagem Protegida de Interesse Regional da Cultura da Vinha da Ilha do Pico (criada em 1996), como Património Mundial da Humanidade. Currais, maroiços (amontoados de pedra em forma de pirâmide), vinhas e adegas com seus equipamentos são elementos emblemáticos da vinha e o vinho.
A Religiosidade
A Semana dos Baleeiros não é somente uma das mais importantes festas açorianas. Ela é antes de mais uma manifestação do culto dos picoenses a Nossa Senhora de Lourdes que protegeu antigos baleeiros ameaçados pela tempestade (finais de 1882). A Procissão dominical que encerra a festa é um dos mais significativos momentos de uma religiosidade que vai para além das instituições religiosas.
O Divino Espírito Santo é desde sempre motivo de culto pelos lajenses (e pelos açorianos em geral). As erupções vulcânicas na ilha foram a razão próxima desta devoção. As populações apavoradas prometeram votos ao Divino e depois nunca mais deixaram de cumprir esse voto, até porque em outras ocasiões diversas calamidades renovaram as razões dos primeiros votos. As Festas do Espírito Santo compõem-se de Coroações e de Impérios. As primeiras têm lugar em todos os domingos compreendidos entre o domingo de Páscoa e o Pentecostes – e ainda no domingo de Pentecostes, segunda-feira de Pentecostes e domingo da Trindade. Quanto aos Impérios, recaem sobre o domingo e segunda-feira de Pentecostes e o domingo da Trindade, realizando-se em simultâneo com as Coroações desse dia. Tanto as Coroações como os Impérios são constituídos por procissões, missas, refeições comunitárias, distribuição de pão, arraiais, exibições de Filarmónicas, arrematações e comes e bebes.
Outro importante evento religioso é o do Império de S. Pedro (29 de Junho - Feriado Municipal), com oferta de "rosquilhas": em certos anos, a distribuição ultrapassa as 4.000.
Todas as freguesias do concelho possuem Igrejas (católicas) e Impérios – ou Capelas do Espírito Santo.
Germinações
As geminações da Câmara Municipal das Lajes do Pico têm como objectivo aprofundar laços históricos e culturais com outras vilas e cidades estrangeiras e portuguesas. Além da cooperação institucional, estes processos de geminação são importantes factores de intercâmbio social e cultural.
CANGAS DE MORRAZO
O protocolo de geminação entre a Vila das Lajes do Pico e a Vila de Cangas de Morrazo (Galiza, Espanha), foi celebrado em 18 de Março de 2003, no município galego. Nele se consagrou o desejo de promoção de intercâmbios culturais, desportivos, turísticos e sociais entre as duas Vilas com um passado comum – povos atlânticos que vivem do mar e praticaram a caça à baleia.
BETANCÚRIA
No dia 14 de Dezembro de 1989, em sessão extraordinária, a Câmara Municipal de Betancuría celebrou o acordo de geminação com a Câmara Municipal das Lajes do Pico, formalizando desta forma a união destas vilas.






