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Espírito Santo

Categoria de topo: Conteúdo Fixo Categoria: Lajes do Pico

Espírito Santo: Origens e Significado


espsanto1Com origem na vila de Alenquer pela piedade da Rainha Santa Isabel, as festas em louvor do Divino Espírito Santo vieram para os Açores com os primeiros povoadores. Aqui têm sido continuadas e ainda hoje mantém parte do seu vigor. As erupções vulcânicas na ilha foram a razão próxima desta devoção. As populações apavoradas prometeram votos ao Divino e depois nunca mais deixaram de cumprir esse voto, até porque em outras ocasiões diversas calamidades renovaram as razões dos primeiros votos. No espírito inicial da Rainha Santa, estas festas constituíram sempre momentos especiais de demonstração de solidariedade para com os mais desprotegidos. Os “bodos” (ofertas em géneros) a pobres, velhos e doentes tiveram várias formas ao longo dos séculos. Hoje em dia, essa manifestação caritativa reveste-se de aspectos mais formais e mesmo de algum fausto, esbatendo-se, por outro lado, a sua vertente pagã e festiva.

Espírito Santo: As Festas

espsanto3A descrição que se segue é de ordem geral, podendo em cada lugar e em cada momento verificarem-se variações formais. 

As Festas do Espírito Santo compreendem dois tipos distintos de festejos: as Coroações e os Impérios.

As Coroações têm tradicionalmente lugar em todos os domingos compreendidos entre o domingo de Páscoa e o Pentecostes – e ainda no domingo de Pentecostes, segunda-feira de Pentecostes e domingo da Trindade. Há cerca de cinquenta anos deixaram de se realizar Coroações nos domingos anteriores ao Pentecostes. Quanto aos Impérios, recaem sobre o domingo e segunda-feira de Pentecostes e o domingo da Trindade, realizando-se em simultâneo com as Coroações desse dia.

As Coroações resultam de promessas individuais. À sua frente encontra-se um Mordomo. Ao longo da semana em que decorrem os festejos, o Mordomo entra em posse dos emblemas do Espírito Santo: duas Coroas, três estandartes e um espadim. Num Salão (Cultural e Recreativo), as insígnias são instaladas num altar realizado para o efeito. Na freguesia das Ribeiras, o salão da Irmandade da Segunda-Feira do Espírito Santo é exclusivo destes festejos. No domingo, realiza-se a Coroação propriamente dita. Esta incide sobre duas crianças ou adolescentes escolhidos geralmente entre os filhos do Mordomo. Os cortejos que a rodeiam obedecem a um certo número de constantes: à frente seguem três “quadros” formados com varas, no interior dos quais seguem os três estandartes; de seguida, vêm os dois “quadros” das Coroas. Estes “quadros” são formados por crianças, com predominância de meninas, vestidas geralmente de branco. Em cada um deles, além das crianças que formam o “quadro” propriamente dito e das que conduzem os estandartes e as Coroas, integram-se também duas meninas que transportam consigo ramos de flores. No termo do cortejo integra-se o Mordomo – que se faz acompanhar de uma vara própria, a “vara do Mordomo” – seguido do restante acompanhamento. Estes cortejos são acompanhados por uma “folia” – quatro tocadores/cantadores – ou por uma banda filarmónica.

Quanto à componente alimentar das Coroações, ela assenta na preparação de um certo número de alimentos que requerem grande tempo de preparação e dispêndio importante de recursos financeiros. Este gasto é suportado pelo Mordomo, que recebe entretanto um certo número de “visitas” em géneros ou em dinheiro. O “jantar” das Coroações (hora de almoço) é uma grande refeição (quase setecentas pessoas na Ribeira do Meio e na Silveira), que consta de “Sopas do Espírito Santo” (carne de bovino, cosida, e respectivo caldo com fatias de pão), carne assada, pão de massa sovada, arroz doce e vinho. A refeição realiza-se no termo da missa e tem lugar nos Salões. Noutros tempos, as Coroações envolviam outras prestações alimentares, como as esmolas dadas a duas a três dezenas de casas mais pobres de cada freguesia; hoje, estas prestações estão limitadas numa distribuição porta a porta das “Sopas do Espírito Santo” – em lares mais necessitados ou de doentes que não podem deslocar-se.

Os Impérios estruturam-se em torno de um conjunto de distribuições generalizadas de “bolos” – ou “vésperas” – que têm lugar nas tardes de domingo e de segunda-feira de Pentecostes e de domingo da Trindade. Realizam-se a partir da Capela do Espírito Santo (ou Império) onde as Coroas ficam em exposição. Simultaneamente, tem lugar um arraial, com exibições de Filarmónicas, arrematações, comes e bebes, etc.

Espírito Santo: Uma descrição do século XIX

espsanto4«A festa do Espírito Santo, era chamada outrora a Páscoa rosada, e na linguagem litúrgica o Pentecoste. Adora-se o símbolo fálico da Pomba, e o fervor dos divertimentos era tal, que o rei D. Manuel proibindo os Bodos, permitiu que só se conservassem os do Espírito Santo: «Que nem façam vodos de comer e de beber, posto que fora das egrejas sejam, e que digam que os fazem por devoçam dalguns Santos, sob pena de todo o que era pera o tal vodo se receber se pagar o dobro da cadea por aquelles que o asi pedirem e receberem, não tolhendo porém os vodos do Espírito Santo, que se fazem na festa de Pentecostes; porque somente concedemos que estes se façam e outros nenhuns nom.» [Ordenações Manuelinas] Heitor Pinto descreve alguns dos caracteres populares desta festa: «A prosperidade do mundo é como Império de Pentecoste de aldeia, que se costuma em Portugal, ou como o rei da fava em França que não dura mais que um dia ou dois. Um lavrador faz-se imperador, servem-no de joelhos, levam-lhe a salva, falam-lhe por majestade, está vestido às mil maravilhas: acabada a festa, torna os vestidos a cujos são, e fica tão aldeão como dantes, tão baixo e abatido como sempre fora [Imagem da Vida Christã].» O padre Manuel da Esperança, na Crónica Seráfica, diz que esta festividade fora instituída pela rainha Santa Isabel, em Alenquer (...).

O Espírito Santo é (...) a festa característica dos povos açorianos (...). Diz José das Torres [Almanach de Lembranças]: «Não há vila, não há aldeia, não há lugar, não há bairro, não há freguesia, não há rua que não tenha – irmandade do Espírito Santo... Que de Impérios e Coroações por todas as ilhas dos Açores desde a Páscoa da Ressurreição até à domínica da Trindade! [Panorama] Consiste a festa num grupo de indivíduos constituídos em irmãos do Espírito Santo lançarem sortes entre si, e por estas compete a cada um contribuir com uma pensão de tantos alqueires de pão alvo, ou com certas arrobas de carne, ou com almudes de vinho. Neste sorteio entra a coroa e o ceptro com uma pombinha de prata na ponta, e uma bandeira de cetim vermelho tendo bordada a fio de ouro uma pomba com as asas abertas. Aquele a quem sai a coroa fica com ela durante esse ano em casa, colocando-a num altar e obrigando-se a iluminá-la aos sábados de todas as semanas que vão da Ressurreição à Trindade. Nestes sábados é a porta franca para os bailhos (charambas, sapatêas) ao som de viola de arame, em redor, homens e mulheres diante do sítio em que está a coroa. No domingo em há festa do Império, o dono da casa sai para a missa com quatro foliões na frente com opas e mitras de chita, tocando viola, rabeca, ferrinhos, e o que deita as cantigas leva uma fogaça de alfenim em forma de torre. Atrás vai uma criança vestida de anjo, com a coroa na cabeça, e um grande acompanhamento lançando foguetes. Chegados à igreja a coroa é posta sobre o altar e no fim da missa o padre põe na cabeça da criança a coroa, e volta o séquito para casa, onde há sempre um lautíssimo jantar. Ao canto da rua há um catafalco enramalhetado, com uma mesa onde se coloca a coroa; os mordomos do Espírito Santo acompanham os carros de bois: uns carregados com sebes de pão cozido, outros com tonéis de vinho e outros com rezes mortas, e vão percorrendo as ruas entregando em cada porta as pensões, que competem a cada um dos da irmandade. Há também mesas ao longo das ruas com pensões de carne, pão e vinho que se dão a cem e mais pobres, que vão munidos de bilhete. À tarde tiram-se as sortes para o ano seguinte, e então sai a coroa a outro irmão que é apregoado. Sabido o destino da coroa, é ela levada já noite fechada de uma casa para a outra, por um rancho de raparigas em cabelo e vestidas de branco, com uma vela acesa na mão na qual pegam com um lenço; sai-lhe ao encontro outro rancho de raparigas a receber a coroa, misturam-se e vão para casa do Imperador, onde há charamba até ao dia seguinte. 

Património

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Património

Esta lista de elementos patrimoniais foi extraída do Inventário do Património Imóvel dos Açores. Lajes do Pico [edição da Direcção Regional de Cultura e do Instituto Açoriano de Cultura, 2000], acessível on line através do endereço:

http://www.inventario.iacultura.pt/pico/lajes/index.html

Alguma desta informação pode conter erros por falta de actualização (algum do Património foi entretanto recuperado pela Câmara Municipal das Lajes do Pico).

São João

Casas Rurais

Situam-se na Canada do Almance, em São João. É um conjunto constituído por um núcleo de habitações rurais e respectivos anexos de apoio à actividade agrícola. São, possivelmente, as casas mais antigas da freguesia, construídas no século XVIII.

 

Igreja de São João Baptista
Situa-se na Rua da Igreja, em São João. É uma igreja de três naves, do século XIX. Foi completamente recuperada, em 2008, incluindo o seu órgão de tubos.

Império da Companhia de Cima
Situa-se na Estrada Regional, em São João. É uma construção do século XX e encontra-se em bom estado de conservação. Dentro de uma cartela circular tem a seguinte inscrição: 1911/ IMPERIO/ UNIAO E CARIDADE.

Império de São João
Situa-se na Rua da Igreja, em São João. É uma construção do século XX e o seu estado de conservação é bom. Perto do império situa-se a copeira, imóvel sem interesse arquitectónico que tem as inscrições IRMANDADE/ DO/ ESPIRITO/ SANTO e 1877/1954.

Moinho de Vento
Situa-se junto à Canada do Alferes Pereira, em São João. É um moinho de vento giratório, do século XX e o seu estado de conservação é bom. O seu interior ainda conserva todo o mecanismo.

Poço de Maré
Situa-se no Caminho do Verdoso, em São João. É um poço de maré com muro de protecção quadrangular. É uma construção do século XVIII e o seu estado de conservação é razoável.

Lajes do Pico

Caminho do Poço
Situa-se junto ao Caminho do Poço, na Ribeira do Meio, Lajes do Pico. É um caminho e levada para escoamento de água, pavimentos em pedra, em diferentes níveis. É uma construção do século XIX e o seu estado de conservação é razoável. Nas imediações situa-se um poço de maré, que servia os lavadouros públicos existentes no local. Tem uma cartela circular com a inscrição Câmara Municipal/1942.

Capela de Santa Catarina
Situa-se no alto de uma colina no tardoz da Sede da Associação dos Bombeiros Voluntários, nas Lajes do Pico. É um edifício de arquitectura religiosa, do século XVII/XVIII e o seu estado de conservação é razoável.

Casa de Habitação
Situa-se na Rua Capitão-Mor Garcia Gonçalves Madruga, nas Lajes do Pico. É um edifício do século XV/ XVII e encontra-se recuperada.

Casa de Habitação
Situa-se na Rua Capitão-Mor Garcia Gonçalves Madruga, nas Lajes do Pico. É um conjunto constituído por três edifícios, do século XVIII e o seu estado de conservação é bom. Actualmente funcionam como habitação e serviços.

Casa de Habitação
Situa-se na Rua Capitão-Mor Garcia Gonçalves Madruga, nas Lajes do Pico. É um edifício de dois pisos, no qual se encontra a seguinte inscrição1854. Foi construído no século XIX e o seu estado de conservação é razoável. Actualmente funciona como Sede da Filarmónica Liberdade Lajense.

Casa de Habitação com Passo de Procissão
Situa-se no cruzamento da Rua de Olivença com a Rua Machado Serpa, nas Lajes do Pico. O passo de procissão é um nicho inserido na parede do imóvel, do século XVII/ XVIII.

Casa de Habitação com Torre
Situa-se na Rua Padre Manuel José Lopes, nas Lajes do Pico. É um conjunto constituído por duas casas do século XIX e o seu estado de conservação é bom.

Casa dos Morgados
Situa-se na Rua Capitão-Mor Garcia Gonçalves Madruga, nas Lajes do Pico. É uma casa senhorial de dois pisos e torre. É uma construção do século XVIII (tem inscrita a data “1794”) e o seu estado de conservação é bom (recuperação dos últimos 3 anos).

Ribeiras

Apiário Fixista
Situa-se no Caminho de Baixo, nas Ribeiras. É um Apiário Fixista, constituído por um recinto murado e edifício de dois pisos, do século XIX e com um estado de conservação razoável. Na verga da porta da entrada tem a seguinte inscrição 18 jsj 57. O acesso ao edifício faz-se através de muros de pedra.

Casa de Habitação
Situa-se no Caminho de Baixo, nas Ribeiras. É uma casa tipo “chalet” do século XX e encontra-se num bom estado de conservação. Segundo informação local, a construção deste imóvel foi iniciada no ano 1922 e terminada em 1925.

Ermida de Nossa Senhora do Socorro
Situa-se na Rua do Socorro, nas Ribeiras. É uma ermida de planta rectangular, do século XV/XVII e encontra-se em razoável estado de conservação. De acordo com a tradição, esta ermida é a mais antiga da freguesia (1590) e terá sido uma das primeiras da ilha, possivelmente a segunda.

Império de Santa Cruz
Situa-se no Largo do Império, Santa Cruz, nas Ribeiras. É um império do Espírito Santo de planta rectangular, do século XX e encontra-se em bom estado. No império tem a seguinte inscrição DIVINO ESPÍRITO SANTO 1934.

Moinho de Água
Situa-se na Ribeira de Santa Bárbara, nas Ribeiras. Moinho de água do século XIX construído na Ribeira de Santa Bárbara e em razoável estado de conservação. O moinho conserva todo o mecanismo, estando apto a funcionar.

Tenda de Ferreiro
Situa-se no Caminho de Cima, Terreiro, nas Ribeiras. É uma tenda de ferreiro de um só piso, do século XIX e em razoável estado de conservação. No interior ainda se conservam as ferramentas e os utensílios ligados à actividade, nomeadamente o fole.

Vigia de Baleias
Situa-se junto à Ladeira das Lajes, nas Ribeiras. É uma vigia de baleias de planta hexagonal, do século XX e em razoável estado de conservação.

Calheta de Nesquim

Canadas
Situam-se na Calheta de Nesquim e fazem parte de uma unidade paisagística marcada por uma extensa malha de muros de pedra que formam currais de vinha com as respectivas infra-estruturas de apoio. A sua época inicial de construção remonta ao século XVII/ XVIII e o seu estado de conservação é razoável. Actualmente funciona lá o cultivo de vinha, adegas e habitação sazonal.

Casa dos Botes Baleeiros
Situa-se junto ao Porto da Calheta de Nesquim e é um edifício do século XX constituído por dois grandes corpos contíguos. O seu estado de conservação é bom e apesar da inserção de elementos construídos fora do contexto da construção tradicional, este imóvel mantém a sua expressão e contribui para a qualificação do ambiente portuário.

Largo do Terreiro
Largo do Capitão Anselmo na Calheta de Nesquim. É um conjunto formado por cinco imóveis localizados no centro da freguesia, quatro casas de habitação e uma igreja. A sua época inicial de construção é do século XIX/XX e o seu estado de conservação é bom.

Moinho de Vento
Situa-se no Monte do Outeiro, na Calheta. É um moinho de vento fixo com corpo troncocónico e já não possui a cobertura móvel, que era de madeira. É um moinho do século XX e encontra-se em bom estado.

Morricão
É uma unidade paisagística construída do século XVIII/XIX e marcada por uma extensa malha de muros de pedra que formam currais de vinha longitudinais. Existem várias adegas dispersas pelo terreno. O seu estado de conservação é bom e actualmente tem como função o cultivo de vinha e outras culturas e adegas. Integra uma recuperada zona balnear e de lazer.

Unidade Paisagística Construída
Situa-se na Canada do Morro, Feteira de Cima, na Calheta de Nesquim. É uma unidade paisagística constituída por um conjunto de casas de habitação, atafonas, duas eiras e terrenos de pasto e de cultivo. Foi construída no século XVIII/ XIX e o seu estado de conservação é razoável. Actualmente funciona como terrenos de cultivo e de pasto, infra-estruturas agrícolas e habitação.

Piedade

Abrigos de Barcos de Pesca
Situam-se no Caminho do Calhau, junto ao porto do Calhau, na Piedade. É um Núcleo de infra-estruturas para guarda de barcos de pesca constituída por dois edifícios do século XIX e o seu estado de conservação é razoável. Actualmente funcionam como armazéns e arrumos.

Ermida de Nossa Senhora da Conceição da Rocha
Situa-se no cimo da Rocha, Calhau, na Piedade. É um edifício de arquitectura religiosa do século XIX e encontra-se em ruínas. A ermida é composta por um corpo principal e sacristia contígua à fachada lateral direita. No frontão existe uma cartela com a inscrição NSCR-1854.

Farol da Manhenha
Situa-se na Ponta da Ilha, Manhenha, na Piedade. É um edifício de arquitectura pública civil do século XX e encontra-se em bom estado de conservação. É o farol mais recente dos Açores, construído em 1946.

Igreja de Nossa Senhora da Piedade
Situa-se no Largo da Igreja, na Piedade. É um edifício de arquitectura religiosa do século XIX, com três naves com sacristias nos lados do evangelho e da epístola e baptistério no lado da epístola, e o seu estado de conservação é bom.

Junta de Freguesia da Piedade
Situa-se no Largo Capitão Silva Mendes, na Piedade. É um edifício de arquitectura pública civil do século XIX e o seu estado de conservação é razoável. Funcionava inicialmente como escola primária e actualmente funciona lá a Sede da Junta de Freguesia e da Casa do Povo da Piedade.

Moinho de Vento
Situa-se na Canada do Miguel, na Piedade. É um moinho de vento fixo com cúpula giratória em madeira, do século XX e o seu estado de conservação é razoável. Tem no seu interior o mecanismo em razoável estado de conservação.

Parque Matos Souto
Situa-se na Piedade e é um Centro de Formação Agrícola. O parque é formado por jardins, viveiros, cerrados de cultivo e pasto e um edifício de dois pisos. A sua construção é do século XX e o seu estado de conservação é bom.

Passo de Procissão
Situa-se no Caminho da Ponta da Ilha, na Piedade. É um Passo de Procissão em cantaria e embutido num muro de pedra, do século XVIII/ XIX e o seu estado de conservação é razoável. Este é o único exemplar que sobreviveu de três passos que existiam na freguesia da Piedade.

Suporte para Mastro de Bandeira
Situa-se no Largo Capitão Silva Mendes, na Piedade. É um Suporte para mastro de bandeira constituído por três pedras embutidas numa parede, do século XVIII/ XIX e o seu estado de conservação é razoável.

Ribeirinha

Carpintaria
Situa-se no Largo da Igreja, na Ribeirinha. É uma construção do século XX, de arquitectura industrial e o seu estado de conservação é razoável. O edifício mantém-se com as funções iniciais e possui no seu interior maquinaria, entre a qual uma plaina e serra unidas por correias accionadas por um motor eléctrico.

Fábrica do Paul
Situa-se junto à Lagoa do Paul, Ribeirinha. É uma Fábrica de Lacticínios do século XX, de arquitectura industrial e encontra-se em ruínas.

Porto da Baixa
Situa-se na Baixa da Ribeirinha e é um conjunto de edifícios e outras construções do século XVIII/XIX. É constituído por um cais para pequenas embarcações e oito edifícios utilizados como armazéns e apoio à actividade piscatória. O seu estado de conservação é razoável e funciona actualmente como zona balnear. É o único acesso à freguesia por mar.

 

Calheta de Nesquim

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CalhetaJá conhecida em 1506, foi um dos principais portos de onde se saiu para a caça à baleia. Aqui nasceu, em 1876, a primeira armação de caça ao cachalote. A agro-pecuária é hoje a sua principal fonte económica. Neste importante porto de baleação, o destaque patrimonial é uma antiga Casa dos Botes Baleeiros, hoje recuperada, onde se podem encontrar botes autênticos da caça à baleia. A Igreja Paroquial de São Sebastião, o Moinho de Vento do Mourricão, diversas casas e equipamentos rurais, completam o significativo património construído. Campo de futebol de onze.

 

Assembleia de Freguesia da Calheta do Nesquim

 

Lajes do Pico

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Lajes do PicoSede do Concelho, foi a primeira localidade a ser povoada na ilha do Pico. O seu traçado urbano é uma memória viva da evolução desde o século XVI aos nossos dias. Tem como principais exemplos de património construído, além de inúmeras casas de habitação, a Igreja Matriz, Convento dos Franciscanos (aqui estão a Sede do Concelho, CPCJ, Repartição de Finanças e PSP), Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Ermida de São Pedro (construída pelos primeiros povoadores da ilha), Capela de Santa Catarina, Forte de Santa Catarina (Posto de Turismo e zona de lazer) e Fábrica da Baleia SIBIL (Centro de Artes e Ciências do Mar), Império da Silveira e Casas dos Botes Baleeiros das Armações Baleeiras. O Monumento à Baleação, da autoria do escultor Pedro Cabrita Reis, e o Museu dos Baleeiros são dois dos mais importantes símbolos desta Vila Baleeira. Parque de Campismo na área da Vila.

Assembleia de Freguesia das Lajes do Pico

Piedade

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PiedadeProvável fundação anterior a 1506. No ano de 1755 um violento terramoto destruiu a igreja paroquial e muitas habitações. Outrora importante lugar de produção do vinho verdelho, esta constitui um dos centros agrícolas mais produtivos do concelho e da ilha. A Direcção de Serviços de Conservação da Natureza e o Serviço de Ambiente do Pico estão instalados no parque florestal Matos Souto (emigrado no Brasil no século XIX, onde fez fortuna). Possui um património construído muito diversificado, de que se destaca a Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Ermida de Nossa Senhora da Conceição da Rocha, Abrigos de Barcos de Pesca, Moinho de Vento e Farol da Manhenha. Dois portos de pesca nos lugares da Manhenha e Calhau.

Assembleia de Freguesia da Piedade

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Câmara Municipal das Lajes do Pico, Rua de São Francisco, Convento de São Francisco, 9930-135 - Lajes do Pico. Telefone: 292 679 700